COMUNHÃO- Fernanda R-Mesquita

 Madruga o sol
despe-se em raios delicados
que se enroscam
na pequena semente, e depois
da comunhão consumida
ela sai vestida
de lírio reluzente.
Que laço engraçado, de feição inocente,
este striptease puro entre os dois!
E ele cresce no leito-terra, agradecido
pelo bater das asas de uma ave no ouvido
e a valsa colorida de uma borboleta.
Que laço engraçado, que encanto;
na dimensão da paz
uma borboleta e uma ave
beijando um lírio branco.

*
Poema de Fernanda Rocha Mesquita, em destaque, na página 13 da 59a. Revista Ponto & Vírgula - abril/maio/junho/2022

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