AS TRÊS FLECHAS DO AMOR- Victor Garcia Preto

 Acho que incomodei sem ter percebido 
o moleque travesso, o tal do Cupido 
e de sua flecha eu não serei alvo 
nessa altura já estou vacinado. 
Desviei facilmente do primeiro disparo, 
só que uma emboscada havia preparado. 
Chamou seus coirmãos para a brincadeira, 
para os três me passarem uma rasteira. 
Dos Tupis-guaranis, Rudá, surgia 
além de Eros, vindo da Grécia Antiga. 
Desviei de duas flechas em minha direção, 
porém, a terceira acertou meu coração. 
Me atingiu em máxima força e em cheio 
para brotar um novo amor em meu peito. 
Vítima de uma caprichosa travessura 
o amor não correspondido vira tortura.


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Poema de Victor Garcia Preto, em destaque, na página 12, da 69a Revista Ponto & Vírgula (outubro/novembro/dezembro/2024)


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