Procurei por ti, querida, em vão, à luz de velas,
por toda a itálica Tibério, de encantados amores.
E se soubesses, que te apanhei, das lindas flores,
e que morreram às minhas mãos... coitadas delas!
Nem esse mimo eu consegui que te entregasse...
e vieram as minhas dores! Tu te fostes para além...
mas onde? Saber de ti... quem é que diz? Também
me fui e vivi de esperar que um dia te encontrasse.
Hoje, querida, eu me sinto cortejado... e não festejo!
Entre elas e mim, há um espaço vazio, impreenchível,
a esperar, para ocupá-lo, toda dengosa, que apareças.
Os teus olhos, Lia, me espetam, feito flexas... o incrível,
é que não sinto dor nenhuma... mas não te entristeças!
Amo àqueles de Rosaura... se não a eles, outros não vejo!
*
Soneto de Idemar de Souza, em destaque, na página 13, da 69a. Revista Ponto & Vírgula (outubro/novembro/dezembro/2024)
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