Olho para os lados,
mas só vejo gente apressada.
Ninguém sorri para mim.
Ninguém me estende a mão.
Lançam-me um olhar e é só.
mas só vejo gente apressada.
Ninguém sorri para mim.
Ninguém me estende a mão.
Lançam-me um olhar e é só.
Quero gritar,
mas o grito não sai.
Quero sair correndo,
mas os pés não me obedecem.
O choro vem, mas o engulo.
Em meio à multidão,
sou apenas um nada!
*
Poema de Irene Coimbra, em destaque,
na página 18, da 72a. Revista Ponto & Vírgula
(julho/agosto/setembro/2025)

Comentários
Enviar um comentário