PLENILÚNIO- Nely Cyrino de Mello

 










Não era noite morna,
até um tanto fria... chuvosa.
Mas era de plenilúnio.
De início, um clarão difuso
iluminou o céu.
Então, despindo as brumas,
Ela surgiu, radiante, gloriosa.

Esparramou a prata.
Incendiou a mata molhada
que ao negrume disse adeus.
E a terra, feliz, 
umedecendo o ventre,
brindou contente, o presente
de Deus.

*
Poema de Nely Cyrino de Mello, em destaque,
 na página 18, da 72a. Revista Ponto & Vírgula 
(julho/agosto/setembro/2025)



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