Deixe-me dizer ao mar o quanto te amo para que o mar nunca se esqueça.
Deixe-me lembrar de tua voz enquanto dure o divino silêncio desta noite.
Deixe-me pensar no brilho dos teus olhos como um referencial no caminho.
Deixe-me imaginar que é verão e simplesmente ao meu lado tu vives.
Deixe-me sonhar que o mundo inteiro emana este mesmo clamor.
Deixe-me assobiar durante a viagem uma velha canção de amor.
Deixe-me aprender sobre a vida, jornada de infinita dor.
Deixe-me esperar pela primavera e tolerar esta inefável ansiedade.
Deixe-me superar o cair do sol e os sons da tarde.
Deixe-me sentir teu perfume trazido pelo vento.
Deixe-me viver a ilusão deste momento.
Deixe-me adentrar teu coração através deste encantamento.
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Luiz Eduardo Romano, nasceu em 04/09/64, na cidade de São Carlos/SP. É casado, pai de dois filhos. Formado em Direito, funcionário do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo desde 1982. Autor do Livro de poemas, “Confissões”.
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Página 61 da Antologia "Depois do vazio... o verso!"

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