No colégio da vida, a melhor matemática
é diminuir a tristeza, aumentar a alegria
e dividi-la como Nice, artista plástica
que me deu um quadro com poesia.
Tem leitor que acredita e tem quem duvida
ao ler que a parede lá de casa me surpreendeu.
Para o poeta tudo tem vida.
Ao receber meu quadro, senti que me agradeceu.
Logo de manhã, tem quem me aguarda na sala
para um bom dia e à noite, um até logo.
O outro eu fala comigo, mas tem momentos que se cala.
Prefere trocar diálogo pelo meu monólogo
para ouvir: não sei se você é eu ou se eu sou você.
Mas sei que todos nós admiramos a Nice
e tudo tem um porquê:
Quadro com poesia, só no seu ateliê.
é diminuir a tristeza, aumentar a alegria
e dividi-la como Nice, artista plástica
que me deu um quadro com poesia.
Tem leitor que acredita e tem quem duvida
ao ler que a parede lá de casa me surpreendeu.
Para o poeta tudo tem vida.
Ao receber meu quadro, senti que me agradeceu.
Logo de manhã, tem quem me aguarda na sala
para um bom dia e à noite, um até logo.
O outro eu fala comigo, mas tem momentos que se cala.
Prefere trocar diálogo pelo meu monólogo
para ouvir: não sei se você é eu ou se eu sou você.
Mas sei que todos nós admiramos a Nice
e tudo tem um porquê:
Quadro com poesia, só no seu ateliê.
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DEPENDE DO CASAL
Éramos agressivos até no olhar.Para nós, eram normais
ofensas verbais.
Estudamos a linguagem do amor.
Não brigamos mais.
Sem mudar de casa, temos novo lar.
No par ou ímpar do amor, somos seu par.
Ele não transformou nossa casa em castelo.
Melhor que isso: mora com a gente, é nosso elo.
O tempo pode alterar a cor do sorriso
e aos poucos vai ficando amarelo.
Depende do casal, para o sorriso ser
eternamente belo.
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Alceu Bigato nasceu em Jardinópolis (SP), mas reside em Ribeirão Preto (SP) desde 1969. Casado, 3 filhos, 3 netos e um bisneto. Compositor sertanejo, poeta e declamador.
Membro da Casa do Poeta, da UEI, e participa da revista Ponto & Vírgula. Publica seus poemas em antologias dessas entidades literárias e em 2018 lançou seu livro solo “Lapidador da Natureza”.
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Páginas 4 e 5 da Antologia "Depois do vazio... o verso!"

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