O tempo é este velho decrépito
que transcorreu tão rápido nas nossas vidas sem nos avisar que era uma viagem
sem volta.
Foi como velhos anacoretas que
se foram sem que percebêssemos os inúmeros acontecimentos dolorosos ou grandes
perdas sofridas. Foi igual aos intrépidos companheiros omissos, quando não nos
preveniram ser a ilusão uma péssima companhia em nossas vidas. Teve o mesmo
aspecto de ingratos amigos ao nos deixar sozinhos para só agora descobrirmos o
quanto dói a solidão.
Não poderia este inclemente
tempo oferecer-nos hoje, nos estertores das nossas vidas, que poderíamos
sentir-nos tão sozinhos sem os amigos que sempre nos rodearam, sem os colegas
nossos colaboradores, sem os parentes que se foram, deixando-nos tão sós a
remoermo-nos nossas “Juventudes Acumuladas”?
Em fim, lamentamo-nos a
ingratidão do tempo que nos enganaram nos caminhos da vida sem nos prevenir de
que nesta viagem, sempre nos envolvendo lado a lado, não haveria volta.
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