SAGA DE UM NORDESTINO ARRETADO - OSVALDO RAYMUNDO LEÃO

 










I
Do Estado de Paraíba
Lá pelas bandas do Nordeste
Saiu um moço guerreiro
Daquele Sertão agreste
Trocando a vida do campo
Pelo trabalho do mestre

II

Grande sonho acalentava
Começou a trabalhar 
Foi quando seu patrão, Altino Cruz
O chamou para batizar.

III

Colégio Adventista então surgiu
Como meta a alcançar
Abandonava o amargoso
O alvo agora era estudar.

IV

No colégio apareceram
As garotas para cortejar
Escolheu entre todas elas
A rainha Odete para o seu lar.

V

Do fruto desta união
Suzy e Sylze apareceram
Foram vivendo essa grande aventura
Que as meninas cresceram.

VI

Não pensem que foi muito fácil
Pegaram firme para valer
O mundo passava de largo
Elas só queriam vencer.

VII

 Todos os dias havia batalhas
Daquelas de arrepiar
Uma coisa jamais esquecera
Viera mesmo para lutar.

VIII

Sempre carregou na bagagem
A semente da vitória
Do trabalho fez seu lema
Passaporte para a Glória.

IX

Vivendo no Rio Comprido
O restaurante Calabouço 
Na cidade maravilhosa
Garantia o seu almoço.

X

Viajando pelo C.A.N
Habilidoso colportor
Trabalhava no Rio de Janeiro
E também em Salvador
Levando a toda gente
A mensagem do Criador.

XI

Nordestino arretado
Na Inglaterra foi morar 
Levou consigo a família 
Para lá se preparar 
Passando ali algum tempo
Sentiu vontade de voltar.

XII

Quem trabalha sempre alcança
Diz o dito popular
Depois de andar pelo mundo
Vejam onde vieram parar
Escolheu Engenheiro Coelho
Para estabelecer seu novo lar.

XIII

Ali, em seu novo ninho,
Tudo foi aconchegante
Acolhe gente de casa 
E também o retirante.

XIV

E ao Pastor Xavier
Seus 90 anos completando
E nós, seus amigos queridos
Com a família comemorando
Confirmando nossa amizade 
Até chegar à Eternidade.

XV 

Siga em frente Xavier
Logo a luta findará
Pois Jesus Cristo a este mundo
Muito em breve voltará!

*****
Seus amigos e irmãos, Professor Leão e Professora Arlete (In memoriam. 

*****

HOMENAGEM AO COLÉGIO ADVENTISTA DE HORTOLÂNDIA


I
Começava a década de oitenta
Com trabalho e valentia,
Reinava no coração de todos
Entusiasmo e alegria.

II

Um projeto gigantesco
Trazia em si preocupação 
Crianças, jovens e idosos
Se uniam em oração
Recebiam também ajuda
Da mantenedora Associação.

III

Derly Gorsky, arrojado
Pioneiro de muito valor
Quando não estava pregando
Era também construtor.

IV

Uma família se lança à obra
Abraçando essa missão
Eurides Coelho e seus filhos
Usando sempre o caminhão
Transportando material recoltado
Para a grande construção.

V

José Rodrigues e sua família
De frente à escola moravam
Aplicava tempo e talento
Nas árvores que plantavam.

VI

Me lembro da irmã Ivonete
Da irmã Edir e do Caetano
Cada dia que passava
A equipe ia aumentando

VII

Me lembro do Rui Oliveira
Os recursos procurando
Do irmão Ézio do Felau e do Gruber
Todos sempre nos ajudando.

VIII

Pastor Roth, então jubilado
Com o ideal no coração
Trabalhava todos os dias
Em favor da construção.

IX

Muita ajuda e colaboração
Na região íamos buscar
Visitando várias empresas
Tendo material para ofertar.

X

Me lembro também do Justino
Do Eraldo, comunicador
Na arte de fazer jornal
Era um grande professor.

XI

O tempo passava rapidamente
Quase não s percebia
De volta mesmo para casa
Só quando acabava o dia.

XII

Waldemar e Sílvia Wenzell
Do projeto o idealizador
Nos dava assistência técnica 
Também era provedor.

XIII

Dona Zoé participava
Com amor e com carinho
Dirigindo habilmente
Um afinado Coralzinho.

XIV

Este colégio foi fundado
Com sacrifício e oração
Para que crianças e jovens
Encontrassem salvação.

XV

Não devemos nos esquecer
Da Educação, o fundamento
É Jesus, o nosso Mestre
Que criou o firmamento.

XVI

Meu prezado irmão anônimo,
Que não consigo me lembrar
Com certeza deu sua ajuda
Para esta escola começar
Continue colaborando agora
Para a obra continuar.

XVII

A Igreja Central de Hortolândia
Que honrou sua missão
Receba de todos agora
Nossa eterna gratidão.

*****

DO SONHO À REALIDADE

O tempo se encarregou,
da história escrever.
Tudo aqui neste mundo,
tem hora para acontecer.
Não precisa ficar triste,
é só esperar pra ver.
Para o Colégio de Ribeirão,
o fato não foi diferente.

Vários anos se passaram,
e muitos ficaram descrentes.
Tudo então ficou parado, 
ferindo o coração da gente.

De repente tudo mudou.
O que foi que aconteceu?
Foi o Plano Divino esquecido?
Não, novamente ele apareceu.
Comprovando, mais uma vez,
O que o Mestre prometeu.

Agora, nossa cidade,
que por muito tempo esperou,
está podendo ver de perto, 
a grandeza com que sonhou,
pela Comunidade Adventista
que em Deus acreditou.
Você que é um pai consciente,
e você que é professor,
ame mais a nossa escola, 
dê a ela mais valor,
colocando seus filhos aqui,
aos cuidados do Senhor.

Você que é nosso irmão na fé,
e também administrador,
reúna os membros da igreja, 
e também o seu Pastor,
vamos salvar todas as crianças 
conduzindo-as ao Salvador.
A batalha ainda não está ganha
ela apensa começou.
Precisamos lutar bastante,
o tempo ainda não terminou.

Demonstre agora seu grande amor
pela causa que abraçou.
Tempos difíceis ainda virão,
mas não podemos desanimar.
Vamos aplicar nossos recursos
para a obra não parar, 
envolvendo todas as pessoas,
para em breve tudo terminar.
Imagine no futuro
o que vai acontecer,
este Colégio salvando jovens
que hoje estão a perecer.

Vamos mostrar ao mundo perdido
um novo estilo de viver.
Quando tudo terminar,
muito você vai se alegrar,
vendo muitos dos seus alunos,
virem correndo te abraçar.
Você vai fremir de alegria
e com Jesus vão reinar.

*****

Ato inaugural do Colégio Adventista de Ribeirão Preto – 10 de outubro de 2011 – Rua Romeu Ceoloto, 300 – Campos Elíseos – Tel. (16) 3024 3800 

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Osvaldo Raimundo Leão, mais conhecido como Prof. Leão, nasceu em 28 de fevereiro de 1939. Foi casado com Arlete Francisco Leão (Falecida). Foi professor e diretor escolar das Escolas Adventistas, em várias cidades. Hoje, aposentado, reside em Ribeirão Preto. Atualmente, passa as horas lendo, escrevendo e ouvindo músicas clássicas e sertanejas. Foi destaque, como Capa da 69ª Revista Ponto & Vírgula e também homenageado, em dezembro de 2024.

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Páginas da 69 à 77 da Antologia "Depois do vazio... o verso!"

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