o poema nasce em mim
como a INTROMISSÃO
de uma vontade alheia
uma espécie de irrupção
mais ou menos oculta
detecto-a pelos poros
como vozes seminuas
vestem-me a garganta
e vertem-se pelas mãos
de onde vêm essas vozes
e por que me DESISTEM
assim de forma indizível?
sei ser eu o próprio outro
a escutar-me por sentidos
que SÃO e não SÃO meus
sei ser a poesia ausência
e contradição inominada
em CONSTANTE aparição.

Comentários
Enviar um comentário