Finda-se o dia. Esconde-se o sol. O corpo pede descanso. A alma e o espírito pede refrigério. É hora de buscar descanso. De buscar refrigério. Renovo. E criou Deus o tempo para o homem, para este perceber, que ha tempo de nascer, de plantar e de colher, de alegrar-se e de chorar...Que não importa o quão grande seja sua fadiga, sua dor, importa é o tamanho do seu Deus, para aliviar e expungir sua dor. Fez Ele o tempo para que o homem percebesse o quão limitado ele é. Deus é atemporal! Para o Criador, o ontem é hoje, o amanhã é presente, e também o futuro é presente.
A vida humana é como o orvalho que cai no alumiar da aurora e rapidamente se esvai após o nascer do sol de outrora. A vida é breve! O que o homem é hoje senão uma poeira que se levanta no amanhã (Tg 4:14)?! Somos um amontoado de pó, aglutinados em casas humanas, em centros urbanos, todos à espera dum encontro com o Criador. O encontro da restauração terrena foi-nos prometido desde a queda no Éden até a escatologia apocalíptica de São João. Breve Ele virá! Até lá, nos renovamos espiritualmente na Palavra, e fisicamente com o descanso que nos fora dado pelo tempo [chronos e não o kairós]. Até o retorno do Filho do
Homem, que cumpramos o nosso dever de cuidar da terra que nos fora dada (Sl. 115:16). Que não sejamos promíscuos ou aleivosos com nossos deveres terrenos em ajudar o próximo; amar o próximo; perdoar o inimigo; de estender as mãos ao famigerado; os ouvidos ao queixante; de combater a injustiça debaixo do sol (Ecl. 3:16); de levar ao mundo todo o Evangelho todo (Mt. 28:19). Parafraseando os poetas Renato Russo e Flavio Venturini: Quem acredita em Deus, esperança sempre alcança; um porvir melhor o espera a cada aurora em sua janela.
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