Mulher contemporânea e Lei Maria da Penha- Luzia Madalena Granato



    Enquanto o mundo busca respostas para a cura das dores do corpo e da alma, mulheres escravas de si mesmas, angustiadas por liberdade, se perdem!
    O ritual arcaico do mundo medieval, ainda encarcera sonhos e rótulos vencidos, por medos ocultos na alma.
    A máscara, ainda escrava do mundo contemporâneo, está grudada no rosto. Crimes da alma, palavras que açoitam na escuridão do ser, em nome do jurado “amor”, sentimentos de posse, ciúme, obsessão, inveja e todas as doenças morais e mentais.
    No físico, mais rituais de açoite, tapas, espancamento. Medos, tremores nas mãos, batidas do coração acelerado, em consequência, a busca por medicamentos. 
    O corpo perdido, Delegacia da Mulher, boletim de ocorrência; permitindo-se nas lágrimas salgadas que caem no rosto, pedir ajuda, no coração fantasioso e alma mendiga. 
    Preferes a sombra, o silêncio e as correntes pesadas?
    A lei Maria da Penha existe!  Mas as mulheres ainda sofrem! 
    A questão não é tão simples, tem que se limpar o cérebro de traumas vividos há décadas. Vivemos em um país chamado Brasil, na bandeira escrita Ordem e Progresso. O acesso a melhor educação, assistência médica geral e a saúde mental deve ser um direito, conquistado. Começando-se, desde o ambiente que for feita a queixa, um local com acolhimento, no olhar e ouvir com compreensão,  ambiente e profissionais treinados; paredes com cores que passem harmonia, plantas, flores, musicas tranquilas, que acalmem a mente e o corpo. Se for necessário, uma casa abrigo. A mulher compreendendo que o  amor não aprisiona; quem ama não bate, nem causa sofrimento, que nada justifica a agressão.
    Se reconhecendo no espelho da vida! E com a espiritualidade divina, sai de seu cárcere do medo.
    Possibilitando-se assim, individuar-se, ter uma família, mas esta com alicerce de amor, saúde e paz.
    Permitindo-se dignidade a si mesma, igualdade de direito,
emocional e financeiro.
    Nosso mestre Deus, nos deixou os 10 mandamentos. Vamos prática- los!
Tarefa árdua, “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como
a si mesmo”!
    É como remover montanhas, mas é o caminho certo.
    Nossos filhos querem exemplos de coragem, perdão, compaixão, harmonia e liberdade de verdade!
    Paz primeiro no peito, depois alçar energia para o mundo e universo.


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